terça-feira, 19 de abril de 2011

Começo a recolher os pedaços de mim e tudo que encontro é você.

L

Uma nova entrega por uma devolução tardia.
E um abrir mão do que não mais possuo pra permitir que façam o que minha incompetência me impediu de fazer.
Todas as palavras rimam com a sua cor.

Todos os significados traduzem seu cheiro.

Tudo que fala tem o som da sua voz.

Então não posso mais me expressar.

.the red one.

De um vermelho mutante, em contraste único, revela-se uma suavidade imperiosa.

E, no aveludado de uma sonoridade particular, ouvem-se ruídos de significados pulsáteis.

De uma memória latente, piscam sensações com cor de gosto do toque.

E de uma insistência que se pronuncia ignorante dizem-se coisas que não se consegue esconder. E nem fazer desaparecer.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Wake up, sweetie.


A cor e o cheiro e a pele e a textura
e o gosto e o suor e a sede e a saliva
e o sussurro e o suspiro e os pelos e
os poros e o arrepio e a saudade.

E o alarme do despertador.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Missing words.

As palavras se perderam, orbitando em um espaço que não mais me pertence.
Ficaram todas lá - intocáveis. Estáticas. Lindas!
A falta delas me consome. Mas tê-las seria expressar outra ausência. A maior delas. E não se deve.
Mas o que falta pra representar, sobra no sentir.
Sinto falta. Sinto saudade. Sinto muito.
Cinto de fivela nova pra uma surra merecida. Porque já passou o tempo.
Mas tem coisa que não passa: ultrapassa. Permanece. Transcende.
Onisciente, onipresente, onipotente. Ornitorrinco.
Além de.

sexta-feira, 11 de março de 2011

Sorte no jogo.

Os amigos, os lugares, as cores... perco.
Perco o rumo, o sentido, a graça, a vontade.
Perco a noção, perco o sono, perco a sanidade.
Me perco de mim, me perco de nós, perco você.

Such a loser.

02/03/2009
"Eu quis tanto ser a tua paz, quis tanto que você fosse o meu encontro. Quis tanto dar, tanto receber. Quis precisar, sem exigências. E, sem solicitações, aceitar o que me era dado. Sem ir além, compreende? Não queria pedir mais do que você tinha, assim como eu não daria mais do que dispunha, por limitação humana. Mas o que tinha, era seu."

Caio Fernando Abreu




Foi mal, num deu.

quarta-feira, 2 de março de 2011

.past.

O que fomos... foi.
Agora o tempo verbal está correto.
Recuperei meu português.
Me recupero em breve... você vai ver.
Dói.
Mas não vai doer pra sempre.
Pra sempre nem existe, não é?
É exatamente por isso que dói.
E é por isso também que eu sei que vai deixar de doer.


Esperta eu, não?