sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Argh!

Tanto tempo faz, mas nenhum detalhe se perde. Continuam a ser importantes, todos. Demais.
Os bons, os ruins e os insuportáveis... todos aqui. Memória filha da puta.
Esquecer tudo não invalidaria a possibilidade do novo, mas extinguiria aquilo que dói. Prefiro, então.
Injusto, eu sei. Mas e daí, né? Não é uma questão de escolha. Não adianta.
E mesmo as lembranças boas, as lacrimejantes... geram uma comparação indevida. Involuntária.
Pois é... prefixos fazem mesmo mal à saúde.
As cobranças não cessam, principalmente as internas.
É mesmo uma batalha diária essa que eu travo comigo mesma. E o pior é que não tem jeito de vencer sem ser derrotada, percebe?
O que é óbvio não me interessa, mas não me dão o privilégio da cegueira pras obviedades, do esquecimento pros detalhes sórdidos (TÃO), e do foda-se pro resto do mundo “porque eu sou mais eu”.
Não sou. Nunca fui.
Já tenho vinte e um. Amanhã tem dois. Há algum tempo fez quatro.
E eu não posso nem dizer ‘I’m still the same’. I know I’m not. But I still know, deep inside... que eu sou. Não quem.
Bom, né?